
E lá vamos nós de novo...
Lá estava eu, na sexta passada, tomando minha cervejinha na companhia das minhas duas amigas do peito, programa este que tem se tornado um hábito ultimamente, sempre no bar do seu Flávio.
Tudo ia muito bem, até a chegada do meu cunhado, (que chamaremos aqui pela alcunha de "cunhado"), minha irmã e de nosso amigo que chamarei "Bob". Acontece que no dia seguinte seguiríamos para Curvelo, para participarmos de uma tal reunião do motoclube, o glorioso Zangões de Curvelo. E foi justamente a chegada dos cabras que me fez lembrar que acordaria cedo. Mas fazer o que? Já estava ali sentado e não iria embora agora. Bebi até perder o molejo das pernas, fato este que tem se tornado um hábito ultimamente, mas quem se importa? Nesse momento, Eu. Tava fudido no outro dia, tendo que rodar uns 170 Km sem dormir direito.
No outro dia cedo, passei na casa do Cunhado e liguei para Bob, que não atendeu o telefone. Ainda tinha que passar em Sete Lagoas para pegar mau amigo, que aqui chamarei de "Boiola" e sua namorada que chamarei de "Traça".
Após pegar os dois, seguimos viagem para Curvelo e lá chegamos por volta de meio dia. Paramos na oficina do "Shrek" e já estava rolando um churrasquin, com os integrantes do Motoclube. Foi aí que eu soube que não haveria nenhum churrasco e sim a distribuição de cestas básicas para uma creche local. "Bosta, podia ter ficado em casa" foi o que eu pensei naquele momento.
Outro fato é que eu seria batizado nesse dia, ou escudado, como alguns preferem. Eu e mais dois. E assim foi rolando o churrasco, com todos aguardando a chegada da caminhonete com as cestas para podermos prosseguir com a entrega.
Nesse meio tempo deixei meu colete para pregar o brasão, e quando fui pegá-lo, ao chegar de volta à oficina, levei alguns tapas (não foram tapinhas...) nas costas, um singelo banho de cerveja e uma baldada d´água, num ritual de iniciação. Agora eu era realmente um Zangão!
O ritual se repetiu com os outros dois integrantes e as cestas chegaram. Montamos todos em nossos bólidos e seguimos para a creche, que fica num bairro afastado de Curvelo. Chegando lá aconteceu o que me motivou a escrever esse artigo. Não senti alegria alguma ao entregar aquelas cestas às crianças.
Ao olhar aquela alegria incontida e os olhos marejados de lágrimas dos pais e da diretora da creche, o sentimento que me tomou de assalto foi uma tristeza sem tamanho. Olhava pra aquilo tudo e não conseguia parar de calcular. Aquilo era uma de muitas creches de uma cidade pequena do interior de um estado, razoavelmente bem estruturado, dentro de um país enorme.
Quantas pessoas não estão passando pela mesma situação daquelas pessoas, senão pior, agora mesmo? Puta que pariu!
Depois continuo com o resto do dia. Ainda falta falar da traça e de um dos batizados, que mais tarde chamaremos de "marítimo".
Fui!
3 comentários:
Bom aqui é o cunhado! O "cunhado" intitulado! Posso pedir indenização por ter usado meu pseudômino? Ehn? Se eu ganhar, gasto tudin em cerveja conosco!
Só se for agora! Faço questão de perder a causa...
Pensando bem, não vou gastar com advogado, e vc tbm não irá. Podemos beber o dinheiro da idenização e o que supostamente fosse-mos gastar com os advogados! Uhrrrulllll!!!
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