terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Era uma vez, no velho oeste.


CASO VERÍDICO:


Talvez pela viagem recente que fiz lá praquelas bandas, me recordei de um caso acontecido lááá nos idos de 2006, o qual vou tentar relatar com fidelidade abaixo:


Foi numa tarde quente de 2006, quando eu dirigia de Chapada do Norte para Berilo, cidades próximas à Capelinha. Uma estrada de terra malvada e mal cuidada, o sol  rachando e avisto uma senhora gigante andando com dificuldade, levando uma trouxa enorme na cabeça. Paro, pergunto se ela aceita uma carona, ela aceita e entra no carro, conversa vai, conversa vem, ao que chegamos ao seguinte diálogo:


- Tá vendo esse aí no cavalo? Esse aí é perigoso!
- É? E o que que ele fez pro povo achar assim, tão perigoso?
- Matou o pai.
- Que isso? Nem imagino alguém pra matar o pai. Não deve ter sido atoa também, né...
- Foi não, ele tava com muita raiva do pai.
- É mesmo? E o que que o velho aprontou pro rapaz ficar assim?
- Ah, ele matou a mãe dele, né?
- Nuóóóóssa Senhora! Que povo é esse, meu Deus? Que confusão! Mas aqui, o que a esposa fez pra ser morta?
- Uai, um dia que ele chegou tarde em casa, ele pegou a faca e queria matar ele, aí ele fugiu pela janela, entrou pela outra, apanhou o revólver e sentou bala nela.


E antes da tal viagem, quando disseram que o povo de lá era nervoso, eu não botei fé.